quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Série Pecados Capitais - A Preguiça



Abro o olhos e lá ela está. Não quero ter de mover meu corpo. Quero continuar eternamente imóvel, mas sei que não posso.
É algo que sobe por todo o meu corpo me paralizando, me fazendo querer nem pensar; querer paralizar os pulsos de meu cérebro, paralizar quase todos os meus sinais vitais. Faz-me querer ser nada além de uma estátua imóvel, mas sei que não posso.
Cada segundo me faz querer ser mais lenta, me faz querer nada ouvir, parar os segundos, voltar no tempo para ter feito menos ainda.
Meus olhos não querem abrir, minha boca não quer produzir mais nenhum som, não quero sequer pensar. Quero mergulhar numa imensidão escura, silenciosa e sem fim, acabar comigo mesma.
Mas eu escrevo pecados e não tragédias.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Série Pecados Capitais - A Ira



Qualquer passo, qualquer movimento, qualquer palavra. Lá ela está escondida procurando nossa mente, nosso corpo, tentando nos escravizar. Até que ela consegue e sobe por nossa nuca, domina nossos pensamentos.
Uma forte dor em algum lugar que não sabemos onde fica acelera nosso coração, modifica nosso equilíbrio.
Assim não sabemos o que fazemos, mudamos nossas opiniões, nossa capacidade de julgamento; mas é algo que não podemos perceber.
Cometemos loucuras, coisas que jamais praticaríamos, que jamais apoiaríamos.
É quando vem aquela sede, a pior e a mais maldita de todas: a sede pelo meu próprio sangue; a sede por vingança, provocando mudanças irreparáveis que modificarão nossa vida.
Mas eu escrevo pecados, não tragédias!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sentimentos fixados!

Não consigo parar de pensar no peso da minha decisão. Foram conseqüências conscientes, porém decisivas. Um fantasma invadiu minha mente, os meus sonhos, meu coração; modificou a freqüência das batidas, modificou a velocidade da minha respiração, alterou os pulsos do meu pensamento.
Tudo, todo o tempo, me liga a isso. São palavras, números, cenas. São nomes, são lugares. Sentimentos, holocaustos. Dor, admiração, ânsia por um futuro que provavelmente não se concretizará. Isso remete ao medo de perder algo que nem se tem, Medo de nunca se ter.
Foi a paixão que se transformou em amor, foi a cegueira que se transformou em profundidade.
Foi meu coração que para isso nunca vai parar de se expandir!
[by Amanda Ibraimovic - no copy]