sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ventos de uma nova vida


De repente tudo podia ser paralizado. O medo do que estava por vir tomou conta dos meus ossos e pude ver o escuro no qual me jogava. A solidão me esperava, o silencio ria de mim, o frio envadia minha janela e congelava meus dedos enquanto eu riscava rapidamente um papel. Eram traços, curvas, era minha alma transformada em matéria, era tudo que eu mais temia e ao mesmo tento almejava com todas as minhas forças, como um imã.
O tempo passaria e me traria de volta para o calor do sol, para o verde das montanhas... Mas nada seria mais o mesmo!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Regredindo e me agredindo


Eu sempre soube que estava tudo errado. O lugar onde meus sentimentos deveriam estar foi tomado pela duvida e pela angustia. Isso era tudo o que eu conhecia, o vazio.
Alguém sempre via coisas que não existiam em mim, erroneamente construindo meu castelo. Um toque suave em minha face me mostrava que o mundo não era tão frio como minha pele. Não era verdade, mas eu fingia gostar, talvéz para esconder-me atrás de uma forte mascara prestes a se arrebentar.
Fui me deixando leva por essa mentira que se transformaria em punição. Nada poderia mostrar-me o quanto já sofria, mesmo que sem saber. Então, a poesia que morava em meus lábios morreu, assim como tudo que já viveu em mim. Será que um dia estive viva?
Alguém deveria me perdoar, nunca soube o que é amar, sempre fiz com que todos acreditassem que um dia eu teria uma alma viva. Se que minhas mãos são cruéis com meu corpo, me acorrentando a todo tipo de vazio, mas sei que não posso suportar a dor que sinto onde a corrente me toca. Mas minha mente mantém-se aberta à aquela que um dia tentou me despertar!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

São tantas cores, tantas luzes, tantas línguas, tantas cenas, tantos lugares. Já não sei sobre o que pensar, não sei mais como me mover. Vejo uma fraca luz que me permite compreender o ambiente. São sombras, são olhos a me mirar, são toques em meus pés!
Chega o dia, a luz do sol me engana, me diz que as coisas serão possíveis aos meus olhos, mas a noite surge e leva embora minha compreensão e meu calor. Meu interior que sempre foi frio entra em equilíbrio com minha pele.
O espelho esta cada vez mais distorcido, meus olhos cada vez mais cegos, minha alma cada vez mais vazia.

domingo, 1 de maio de 2011

Apenas uma fortaleza!


Uma parte de mim faz planos enquanto a outra tenta se trancar em uma caverna. O medo de amar já se foi, pois agora já conheço incapacidade de fazê-lo existir. Eu sorria para um sorriso constante, mas podia sentir o peso que aqueles olhos azuis carregavam, algo estava errado e eu podia senti-lo. Procurei a segurança e o meu controle em outras alturas, outras cores e as encontrei. La eu ficaria eternamente se a tempestade não tivesse me levado de volta para uma ilha deserta: la estavam minhas lembranças e minhas sensações que me destroem.
Por favor, leve-me de volta para a minha fortaleza!