domingo, 22 de dezembro de 2013

Mascara

Cada passo que dou meus pés afundam cada vez mais no chão que é agora como areia movediça. Meu estômago salta e sinto que me falta o ar, pois este encontra um buraco negro quando passa pelas minhas narinas. Desta forma percebi o quanto estou vazia por ter perdido as esperanças.
Meus olhos me traem e produzem lagrimas, mas escorrem pelo meu rosto retirando a mascara que eu criei.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pedaço de nada

Um grande pedaço de nada, um grande recipiente vazio! Isso é o que sou sem a presença daquele calor que eu não conheço o nome e tudo que eu queria era, aquilo (?) de volta. Certeza de que nada pode voltar a ser como era antes! Tenho dúvidas e dores presas dentro de mim como uma faca a cortar-me por todos os lados. Estranho é pensar que esse grito de socorro é cego e nulo e que ninguém pode ver, e que feridas internas são pouco importantes as olhos dos outros.
Vejo então as sombras de minha morte fortes e frágeis ao mesmo tempo, pois estão presentes em mim mas podem ser facilmente esquecidas pelos outros, como vento que passa para nunca mais voltar. Tudo que eu queria era sentir algo dentro de mim de novo, me sentir parte de algo bom, não sentir que nasci pra sofrer e pra sangrar até o dia de minha morte.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Realidade

Ser humano criatura burra. Complica o quê não precisa ser complicado e corre atrás da própria infelicidade! Buscam estarem completos em outra pessoa e não entendem que estar completo depende de si próprio.
Era um vez um garoto que tinha medo de sofrer e consequentemente sofria se afastando daquilo que o fazia bem. A dor tomava conta de seus pensamentos e nem seus comprimidos e cápsulas o ajudavam a superar o quê já poderia ter sido superado e o quê não precisava mais ser lembrado. E o fantasma da dor morava nele que não via que a felicidade que ele julgava impossível estava parada em sua frente!

terça-feira, 30 de abril de 2013

O real medo



Era um dia como qualquer outro, eu estava selecionando musicas para minha line up de um trabalho do final de semana. Foi quando senti um vento no meu ouvido, uma respiração forte. Fiquei gélida e tremi. Tentava rezar e não conseguia, pois as palavras e versos de todas as orações me fugiam. Corri para o quarto de minha mãe e a acordei. Aquela assustadora respiração me acompanhou. Comecei a chorar enquanto ela rezava. Tremia mais que nunca e chorava. No final de suas orações aquela, ah.. coisa foi embora. Não sei quem ou o quê era, mas sei que olhos me vigiam e almas me procuram.