quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pedaço de nada

Um grande pedaço de nada, um grande recipiente vazio! Isso é o que sou sem a presença daquele calor que eu não conheço o nome e tudo que eu queria era, aquilo (?) de volta. Certeza de que nada pode voltar a ser como era antes! Tenho dúvidas e dores presas dentro de mim como uma faca a cortar-me por todos os lados. Estranho é pensar que esse grito de socorro é cego e nulo e que ninguém pode ver, e que feridas internas são pouco importantes as olhos dos outros.
Vejo então as sombras de minha morte fortes e frágeis ao mesmo tempo, pois estão presentes em mim mas podem ser facilmente esquecidas pelos outros, como vento que passa para nunca mais voltar. Tudo que eu queria era sentir algo dentro de mim de novo, me sentir parte de algo bom, não sentir que nasci pra sofrer e pra sangrar até o dia de minha morte.

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