domingo, 9 de fevereiro de 2014

O corvo

O corvo esperava do lado de fora de minha janela naquela manhã e cantava, cantava... jogava suas palavras ao vento para me hipnotizar e me transformar em sua escrava. Em suas musicas toda a dor que eu escondia no meu interior era visível por meus olhos.
Ele vinha todas as manhãs do fim daquele bosque e nos momentos em que eu menos esperava, invadindo meus pensamentos e me fazendo lembrar de todas as mentiras que eu disse a mim mesma.
Eu sabia que não poderia ser pior se ele viesse a noite, eu não conseguiria dormir sem ser obrigada a destruir meu orgulho e dizer o que sentia. Não fazia diferença vir com o sol ou a lua, pois meus olhos continuariam cegos e eu saberia que nada mudaria. Eu estava só.