sexta-feira, 4 de julho de 2014

Casas brancas de telhado marrom

Eu passo, acaso
Você olha, mistério
Uma palavra, cuidado
Um retorno, progresso

Um toque, vão-se roupas, paro e penso
Quão errado é ter você, que me esqueço
Palavras doloridas, caminhos traçados
Reflexo e sombra do nosso passado

Passado distante, passado presente
Obscuro e real, ainda recente
Um ano ou dois, sem suportar
O silêncio e a dúvida de talvez te amar

Não sei o que é, mas sei que enlouqueço
E não penso na dor quando sinto seu beijo
Elétrico e forte, corta como pedra
Vazio e obscuro, coberto com terra

Da sombra de um amor doce, escondido
Uma paixão esquecida, ódio sem sentido
Queria poder esquecer aquele choque
Que sinto na pele quando tenho seu toque

Doce como veneno, real como minhas asas
Que nascem brilhantes como contros de fadas
Sem você eu respiro, mas sem você eu pereço
Não há sentido em viver sem a melancolia e o medo

Só cabe a você, decidir o que almeja
Se prefere as areais ou o mar que o beija
As areias são quentes mas mudam com o sol
O mar é inconstante mas nunca o deixara só

[Amanda Ibraimovic - 04/07/14]

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