domingo, 9 de novembro de 2014

Fear

Once it was a girl and she fell in love with a guy. She didn't talk to him anymore. Then everytime she thinks about him she drinks.

Once it was a boy and he liked a girl. He was afraid of getting dumped so he didn't even tried.

They are both alone right now. Lost in the light of this big city. He wants to be with her, right now, in the bed.

She's alone outside. The only thing she fells in the cold wind that touches her skin in the cold night of november. She wanted to be with him, in the bed, always and forever.

They were so afraid thay they kept being lonely and there's nothing they can do to change the fact they were losing time. He will never tell her how he feels. She will never send him this text she tried to write over and over again. And the months go by, the time changes, suddenly is summer. He meets a girl he thinks is noce, he goes out with her because he will never have that fear he had for his only love. She dates new guys, she tries to have fun but she will never be able to feel that connection again.

They finally see each other. Their eyes find the shine of the other's eyes. They are with someone else. He thinks she's happy, she thinks he's happy.

They pretend the moved on together, but in the truth they are move connected then never, they are once again alone.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Casas brancas de telhado marrom

Eu passo, acaso
Você olha, mistério
Uma palavra, cuidado
Um retorno, progresso

Um toque, vão-se roupas, paro e penso
Quão errado é ter você, que me esqueço
Palavras doloridas, caminhos traçados
Reflexo e sombra do nosso passado

Passado distante, passado presente
Obscuro e real, ainda recente
Um ano ou dois, sem suportar
O silêncio e a dúvida de talvez te amar

Não sei o que é, mas sei que enlouqueço
E não penso na dor quando sinto seu beijo
Elétrico e forte, corta como pedra
Vazio e obscuro, coberto com terra

Da sombra de um amor doce, escondido
Uma paixão esquecida, ódio sem sentido
Queria poder esquecer aquele choque
Que sinto na pele quando tenho seu toque

Doce como veneno, real como minhas asas
Que nascem brilhantes como contros de fadas
Sem você eu respiro, mas sem você eu pereço
Não há sentido em viver sem a melancolia e o medo

Só cabe a você, decidir o que almeja
Se prefere as areais ou o mar que o beija
As areias são quentes mas mudam com o sol
O mar é inconstante mas nunca o deixara só

[Amanda Ibraimovic - 04/07/14]

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O corvo

O corvo esperava do lado de fora de minha janela naquela manhã e cantava, cantava... jogava suas palavras ao vento para me hipnotizar e me transformar em sua escrava. Em suas musicas toda a dor que eu escondia no meu interior era visível por meus olhos.
Ele vinha todas as manhãs do fim daquele bosque e nos momentos em que eu menos esperava, invadindo meus pensamentos e me fazendo lembrar de todas as mentiras que eu disse a mim mesma.
Eu sabia que não poderia ser pior se ele viesse a noite, eu não conseguiria dormir sem ser obrigada a destruir meu orgulho e dizer o que sentia. Não fazia diferença vir com o sol ou a lua, pois meus olhos continuariam cegos e eu saberia que nada mudaria. Eu estava só.