quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A soma de tudo


NADA. Este é o resultado da soma de tudo que tenho. Nada é ver que a beleza me é cobrada todos os dias. Nada é somado a mais nada. E o amor que todos gostariam de sentir entra como uma lança que me corta aos montes sem poder me defender, me deixando louca tomada pelo delírio. Cada palavra que me faz sentir mais triste querendo voltar a viver na minha prisão de gelo e escuridão. No final é sempre nada, nada. A fragilidade na qual me condiciono se torna minha maior falha e fraqueza. Queria apenas ser aquela escultura de gelo novamente, sem saber que o gelo se derrete com o calor daquele sentimento que me apavora.
Nada é a soma dos talentos que julgava ter, achando que no final me levariam ao fundo de um lago de tinta vermelha volátil, onde a esperança é a primeira a queimar. Nada é a soma do que vejo no futuro quando penso que o muro onde meus sonhos foram desenhados foi pixado e agora carrega a presença de uma marca de solidão.
NADA é sempre a soma de TUDO!

16/11/11 3:40 A.M.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Posso voltar?

Nostalgia deixou de ser algo bom e passou a cortar-me por dentro, pois sei que nada pode me fazer voltar a viver o que vivi antes. As musicas e as cores me trazem de volta o cheiro, os sons e luz daqueles dias. Lembro-me de toda caminhada por aquelas ruas estreitas enquanto o vento gelado batia no meu rosto, assim como me lembro da força do sol que chegava cada vez mais próxima enquanto o tempo se passava.
Toda dor me ajudou a crescer, mas deixou uma ferida permanente dentro do meu coração que mesmo cicatrizada ainda sangra quando estas luzes invadem meus olhos e esses acordes os meus ouvidos.
Tantos rosto, tantas musicas, tantas cidades, tantas cenas, tantos gostos, tantas lembranças.



P.S.: Este texto foi feito exatamente para esse lugar dessa foto.
Antibes, est-ce que je peux retouner à vivre sur toi? Je t'aime !